Afundando

sexta-feira, 9 de outubro de 2015


Na podridão em que bois seguem afundando na água suja
Sempre damos com os burros n'agua
A humanidade afundando como imigrantes em fuga
Denotando que realmente alguma coisa deu errada

Foi o materialismo aristotélico
Ou foram os conceitos maquiavélicos?
O que ditou esse desprumo?
Ou é inato do homem deixar sua fera sem rumo?

O lobo continua devorar criancinhas
Aquelas que habitavam a misteriosa floresta coração
Hoje o que cresce é erva daninha
E o lago agora é pântano exalando podridão.

Na água não podemos mais nos enxergar limpidamente
Pois quisemos ver só com os olhos de Narciso
E agora a afundar ainda nos achamos lindos e inocentes
Porque só fizemos o que foi preciso

E a evolução infiltra as raízes na lama
Onde é  mais fácil trilhar
Sem perceber o próprio drama
Achando que está a crescer mas está a se afundar...

Estou de volta! Passei um tempo sumida levando peia da faculdade e depois chegou o fim da minha gravidez com várias preocupações... E então veio meu filhinho lindo, e eu descobri que ser mãe não é fácil não rs.  Bem que minha mãe sempre dizia: "Ser mãe é sofrer no paraíso!" rs Mas agora com um smartphone na mão e muitas ideias na cabeça, estou de volta, enquanto o Theo dorme rs.

Ps: sobre o início do poema o link está explicando a notícia que ocorreu aqui perto de Belém e nesse link, a publicação no face que foi minha inspiração.

9 novidades:

Gabriela Furtado disse...

Ao ler seu poema não pude tirar a cabeça do tão buscado desenvolvimento que nos afunda cada vez mais nessa lama e nos faz cada vez mais desigual.
Belíssimo! Parabéns
Bjs

Carol Russo S disse...

Lu você sumiu, ainda bem que voltou, pensei que tinha abandonado o blog.
Profundo, relatou bem a podridão do mundo.

uanderesuacronicas .blogspot.com disse...

Uso muita das vezes dizer:
O progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada.
Em qualquer país em que o talento e a virtude não produzam progresso, o dinheiro será a divindade nacional. Sendo o mesmo a raiz de todo o mal, trazendo consigo tudo aquilo que é corruptível...

Lu!
Sabia e linda postagem, com um toque real de poesia e realidade.
Ja estou a te seguir, e convido-a a fazer o mesmo em uanderesuascronicas.blogspot.com

Aliás muito obrigado por deixar o seu sábio e lindo comentário no meu espaço, espaço no qual ja é seu desde ja.
bj de carinho.

Débora Teixeira. disse...

Uma poesia lindamente escrita,com a realidade.
Parabéns.
Vim agradecer sua visita.
Beijos.

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Obrigada pela visita e comentário.
Bjs-Carmen Lúcia.

MARILENE disse...

Para quem observa, conscientemente, os acontecimentos, a humanidade segue caminhos perigosos e sem volta. A ânsia pelo poder e o desrespeito à natureza trazem consequências drásticas. Bjs.

mム尺goん disse...

Haja ou não frutos, é pelo sonho que vamos...


um beijo

Laura Santos disse...

Olá Lu!
Um poema que é um verdadeiro acto de reflexão poética!
A demonstrar que poesia também é reflexão e grito de alerta. Gostei!
Seguidamente gostaria de dar-te os parabéns pelo nascimento do teu filho
Theo. Muita saúde e felicidade para ambos.
Obrigada pela tua visita ao meu blog, e pelo comentário que deixaste.
xx

Laura Santos disse...

Olá Lu!
Um poema que é um verdadeiro acto de reflexão poética!
A demonstrar que poesia também é reflexão e grito de alerta. Gostei!
Seguidamente gostaria de dar-te os parabéns pelo nascimento do teu filho
Theo. Muita saúde e felicidade para ambos.
Obrigada pela tua visita ao meu blog, e pelo comentário que deixaste.
xx

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