O cravo e a rosa.

sábado, 21 de março de 2015

"Do amor amuleto que eu fiz
Deixei por aí
Descuidei dele, quase larguei
Quis deixar cair"
Rodrigo Amarante.



Insaciada de olhares, nessas ruas, nesses ensejos.
Te procuro em cada um deles, és o que eu almejo.
Vou vivendo de erros, me perdendo por ai.
Parafraseando Amarante, " só me acho em ti."

Te perdi em uma dessas ruas ermas e escuras.
É no álcool que afogo minhas amarguras.
Te procuro no fundo de cada copo, de cada bodega.
E é de esmolas que meu coração sobrevive, e eu aceito como uma cega.

Onde está você em seu cavalo branco para me socorrer?
Talvez perdido em uma das minhas fantasias infantis.
Já estou madura, porque você não vem me colher?
Cresci com ilusões, com esses meus sonhos tão vis.

Uma rosa sem espinhos, foi no que desabrochei.
Uma rosa sem perfume e sem cor, foi o que me tornei.
Uma rosa sem um cravo, um cravo que amei.

12 novidades:

Simone Lima disse...

"Já estou madura, por que você não ven me colher?"
Lu, os sentimentos e o que eles fazem conosco são universais mesmo. É assustadora a ausência quando queremos a presença constante...

adorei teu post!!
Beijoo'o

Lu Nogfer disse...

Concordo com o comentário acima. Por vezes, uma determinada ausência nos torna incolores, inodoros, insípidos...

Lindo e sensível, Lu! Parabéns!

Um fantástico domingo pra você!

Beijos.

Lilly Silva disse...

Lindo poema!!! Eu simplesmente amei, e me identifiquei!!!Parabéns
Beijos e beijos e tenhas uma ótima semana!!!

http://simplesmentelilly.blogspot.com.br/

Nanda Olliveh disse...

Comovente seu poema Lilly, visto que perder o ser amado, é como se por um momento, ou até mais, é como se arrancasse um pedaço da gente...

Beijos no coração querida!
Gostei do seu espaço, seguindo com carinho!

ticoético disse...

Lu,coisa linda pra se ler,poema fluído e envolvente,você,como o Amarante, parece que domina o verso.

Abraço !
PS:a música é outra maravilha.

Fábio Murilo disse...

Otimo! Otimo! Otimo! Lu. Arrasou! Poema poderoso, intenso, vigoroso. De um lirismo derramado e escandaloso a lá Florbela Espança. Ela assinaria com todo gosto, lembrou-me. A-do-rei! Beijos, Talentosa menina.

Fábio Murilo disse...

Ah, ia me esquecendo, a foto escolhida também tá linda e expressiva, dizendo muito do texto. Foi feliz na escolha.

Dênis Girotto de Brito disse...

Muito bom, Lu! Amarante sempre foi uma ótima inspiração.

"Uma rosa sem espinhos, foi no que desabrochei.
Uma rosa sem perfume e sem cor, foi o que me tornei.
Uma rosa sem um cravo, um cravo que amei."

Esses últimos versos foram perfeitos. :)

Meus blogs literários:
O Poeta e a Madrugada (Contos e Poesia)
Dark Dreams Project (Contos de suspense e terror)

Abraços!

— Samantha Sousa disse...

"E hoje eu sei, sem você sou pá furada"
Teu poema se encaixou bem nas letras de Amarante, e as letras dele se encaixaram bem no seu poema. A vida é isso, encontros e desencontros, perdas e danos. Cabe a quem ficou ir se sarando aos poucos, quase que lentamente, mas como qualquer ferida essa dor também sara - mas deixa a cicatriz.

lindas palavras, sensíveis, tocantes.
beijos, moça ;*

Carol Russo S disse...

cansei de me perder em poesia e vinho tinto por alguém que não gostaria de ser encontrado.
a gente se fere tanto que sangra e essa hemorragia aqui dentro já é crônica.
tua poesia é bela demais, me desperta sentimentos.
gostei das alterações no layout.

Ariana Coimbra disse...

Adoro chegar aqui e ler a tua poesia tão bonita desenhada nessas linhas cheias de rimas e sentimentos intensos.
Ando sendo pá furada, mas ja ja sara, sara em ti também.

Beijo

Moacir Willmondes disse...

Intenso despetalar, Sam.

Faz lembrar que para exalar seu mais intenso perfume, as rosas precisam desprender suas pétalas, inevitavelmente.

Um abraço!

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