Se pondo em letras

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

"É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora."
Fernando Pessoa.



Se eu pudesse caminhar no tapete dourado e oscilante
Roçar o peito do pé nas mãos de vagas errantes

Alcançar o muro de árvores do horizonte distante
Galgar o seu topo e ainda ir avante

Escalando os raios como cordas bambeantes.
Abraçaria o sol e lhe daria um beijo na fronte

Agradecida pelo beijo que me dera antes
De energia imensurável deixando faces formigantes.

Passearia pelas montanhas densas e esfumaçantes
Da luz e da cor seria parte integrante

E quando o sol me puxasse para a última valsa dançante
A noite viria com seus passos silentes

E eu esqueceria meu sapatinho de brilhante
Que viraria uma estrela cadente.

Pôr-do-sol no ver-o-rio, um ponto turístico daqui onde vou para trocar minhas energias com a terra, com o rio e receber a divina energia solar, consequentemente dando-me inspiração.

5 novidades:

Gyzelle Góes disse...

Pensei no sol quando li a sua poesia

Carol Russo S disse...

Como a Gyzelle, não só pensei no sol, mas como me senti em uma praia, recebendo a brisa no rosto como se fosse a tua poesia.
Adoro Fernando Pessoa, ótima referência!

Camyli Alessandra disse...

Pensei naquela musica "aonde tenha sol/ é pra lá que eu vou..."

Simone Lima disse...

E você pode, Lu. Os versos tão bem escritos, sentidos, palavras tão bem escolhidas te permitem tudo!
Adorei esse!!

Bjoo'o

ticoético disse...

Não use como desculpa a paisagem,poetas inspiram-se na utopia,e como é maravilhosa sua visão deste belo cenário.

Abraço!

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