you are the only exception.

sábado, 23 de outubro de 2010






" Maybe I know somewhere deep in my soul
That love never lasts
And we've got to find other ways
To make it alone or keep a straight face
And I've always lived like this
Keeping a comfortable distance
And up until now I swored to myself
That I'm content with loneliness,
Because none of it was ever worth the risk "
_______________________________Paramore.


Quando pequena ela ficava olhando os pombos em suas danças de acasalamento do alto do escorrega bunda, imaginando se aquilo era amor, perguntava-se porque parecia tão agressivo, se fosse ela sentiria medo.

Ela nunca teve aquilo ali perto dela para que pudesse analisar, com os pais separados desde bebê, ela baseava-se em filmes ou nos romances que ela começou a ler ao começar a crescer. Quem não vê a vivência engana-se com palavras, nunca se aprende só com a teoria, sem nem ao menos ver a prática.

Então veio primeiro a negação, o nojo, o ser feminista e rebelde, escondendo-se em uma armadura feita de porcelana, que ao cair espalhou-se em tantos e tantos pedaços no chão. Mas não, ela é orgulhosa, ela não ia juntar, ela já tinha aprendido, não precisa mais se armar ou amar.

Até que ele chega de mansinho, alegrando os dias pouco a pouco, deixando sorrisos aqui, olhares ali. Até que o mundo parece girar mais devagar e a vida toca uma trilha sonora. Até que o cheiro invade os alvéolos, viciando, persuadindo, atordoando, alucinando.

E ela tão cheia de si, segura e forte, torna-se um bichinho sem garras que não consegue viver sem aquela proteção. Ela tão cheia de regras e planos, se vê entregue ao destino, ouvindo as ondas e seguindo com o mar. Ela tão cética, vê a mágica, sente o som que hipnotiza, que relaxa, que fascina.

Ah, ela se entrega e se perde em tanto som e tanta cor. E a vida vai como um filme em que ela não tem controle. Sem ouvir aquelas vozes que não param de falar. Foda-se! Deixa eu voar, deixa eu voar! As assas se partem e o filme acaba. Ele já não está mais lá.

A realidade lhe olha e ela queria tanto continuar a sonhar. A roteiro acabou, mas continuam a rodar. O que fazer? O que fazer? Sem ele, não dá.


"Eu tenho um forte controle sobre a realidade,
Mas não posso deixar o que está aqui diante de mim
Eu sei que você vai embora pela manhã, quando acordar
Me deixe com alguma prova de que isso não foi um sonho..."

4 novidades:

Má Midlej disse...

Sem ele dá sim, oxe.

Eraldo Paulino disse...

Engraçado... quando leio textos com tamanha sentimentalidade, sinto minha existência anestesiar. Sabe, eu sinto, mas não consigo sentir assim desse jeito, se é que me entende. Pelo menos admiro textos ótimos de quem de repente sente.

Bjs!

C. Mantovani disse...

Lindo.....tocante....emociona! Boa semana pra ti!!!

Laura disse...

Lury, Lurynha

Saudades de vir aqui. Seus textos sempre mexem comigo. Ela não precisa de ninguém, só dela mesma.

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