Solidão, que poeira leve...

domingo, 29 de agosto de 2010


"Se ela nascesse rainha
Se o mundo pudesse agüentar

Os pobres ela pisaria

E os ricos iria humilhar.
Milhares de guerras faria
Pra se deleitar
Por isso eu prefiro
Cantar sozinho..."
Tom zé.

Eu não satisfaço teus caprichos, nem jorro sentimentos como você. Eu não digo que te amo, porque não sei se é esse o sentimento melhor para compartilharmos. Lembra das nossas primeiras conversas no MSN? Como era bom aquele sentimento de amizade se formando, da intimidade que a gente foi adquirindo, porque nunca falastes que me vias além de um amigo de internet? Deixastes que eu formasse o que eu sentia por ti, vendo-a como aquela garota brincalhona que me fazia rir nas madrugadas.
É, eu sei, a gente foi se aproximando tanto que as coisas meio que se confundiram dentro de mim. Sentia falta quando não te via ali na minha lista de contatos online, mas como aquela música clichê diz “grande amizade como está apaixonado” e se era só isso, logo ia passar. Sofro em pensar que te fiz sofrer, mas eu sou tão inseguro, não podia largar mão de algo concreto por alguém que eu só tinha visto umas três vezes. Nem parece né?
Tantas foram as horas que passamos “juntos” através de um monitor e as nossas conversas sem fim que faziam tu dizeres tchau em um momento e ir embora só uma hora depois, no outro dia tu vinhas me culpar por dormires na aula. Eu nunca te quis mal, nunca. Nunca pensei que uma garota como tu pudesses sentir algo por um idiota como eu. Será que eu sou tão mais idiota do que eu pensava por talvez não sentir o mesmo?
Não que eu não goste de ti, eu gosto, mas tenho medo. Eu não quero parecer pretensioso, mas se derrubastes alguma lágrima por algum ato meu, eu não vou suportar algum dia ter a certeza de tal ou que provoquei isso novamente. Eu finjo não me importar quando me tratas mal por eu simplesmente não demonstrar o que tu querias. Eu me importo, queria que tudo fosse como antes.
Queria ter-me apaixonado ao primeiro olhar, como tu. Queria ter entendido tuas indiretas e modo que se fazias de amiga pra me conquistar. Queria que aquele encontro no mesmo bar se concretizasse como a gente planejava. Queria que primeiramente tu não tivesses medo de me dizer o que sentias ou dizer até pra si mesma, né?
Esses meus quereres que estão no passado não podem suprir os teus do presente. Mas eu não quero te deixar. Como eu posso ser tão egoísta? Desfaça-se de mim, é o que eu peço.
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Se eu inventei essa relação, que ela tenha seu fim então. Minha esperança e meus sonhos foram sufocados pela realidade. E era pelo menos isso que eu queria que ele tivesse me dito.
E tem uma citação de um filme que eu gosto muito que a seguinte " o amor é como um campo minado, você dá um passo e explode, bobamente, você dá outro, porque é melhor explordir do que ficar sozinho." Hoje eu escolhi não explodir-me mais, prefiro ficar só.
ps5: isso é a forma que eu interpretei as coisas ou como eu queria que fosse, não tô tentando adivinhar teus pensamentos, sentimentos, atos ou palavras.

1 novidades:

Laura disse...

Sinto uma ponta de realidade junto as palavras, achei lindo!

Bjs*

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