O cravo e a rosa ( parte 2 )

terça-feira, 13 de julho de 2010


Então outra discussão foi desencadeada, bem mais longa que a outra, o nível foi tão baixo que não vou nem descrever. Depois de tanta briga, o inimigo se reaproximou com a mesma pá em mãos.
- AAHHH!!! - Começou a rosa novamente - Agora ele vai me matar!
A rosa foi retirada do vaso e colocada de volta ao canteiro, quase desmaiou assustada, foi logo acompanhada pelo cravo, que por sua vez tomou um susto ao ver pequenas flores ao redor deles e várias rosas brancas por todo os lados.
- Ai meu Deus! Meu canteiro! - Exclamou a rosa depois de ter se recomposto. - Quem são essas intrusas?!
- Rosas brancas, bem mais bonitas que você - provocou o cravo.
- De onde vieram suas impostoras? - Perguntou a rosa.
Elas não responderam.
- Acho que são importadas, não falam a nossa língua. - Explicou o cravo, mas mesmo assim tentou galanteá-las.
- Hunf - foi essa demonstração de conformismo da rosa, depois de tanta briga acabou acendendo um sentimento mais forte pelo cravo dentro do seu coração, por isso sentiu uma pontinha de ciúmes que tentou ignorar.
Os dias foram passando, o cravo e a rosa não se falavam, ela emburrada e ele tentando se comunicar com as rosas brancas. Mas com o passar desses dias o tempo mudava, chovia e depois fazia muito calor, por este fenómeno, em um dia de calor a rosa acordou com uma fraqueza, sentia-se doente e suas pétalas estavam pálidas.
- Ai, ai, ai - gemia ela baixinho.
- O que aconteceu Dona rosa, suas pétalas estão perdendo a cor? - preocupou-se o cravo.
- Nada que lhe importe, com certeza.
- Não, me fale o que tens, posso lhe ajudar.
- Porque querer me ajudar? Se sou tão mal vista pelo senhor, - agora ela estava começando a murchar - estou prestes a morrer, me deixe em paz.
- Não, me desculpe pelo que lhe disse, não lhe vejo mal, eu até lhe quero bem, me perdoa.
- Perdoo, porque estou quase morta, não tem nada que se possa fazer.
- Tem sim, vou juntar as minhas raízes com as tuas e metade de meu suprimento vai para você, assim podemos selar um laço de um sentimento nobre que sinto por ti. Tu és bem mais bela que qualquer rosa que está aqui.
A demonstração da rosa foi uma lágrima de felicidade.
E assim eles viveram felizes para sempre no belo canteiro cheio de rosas brancas e ao fundo os dois amantes, o cravo e a rosa.

-
todo mundo sabe o final da história do cravo e da rosa ... essa foi a minha versão (:

5 novidades:

Carolina Hermanas disse...

AAAAH, que história linda *_*
Tão simples, mas ainda sim cheia de sentimentos,eheheheh! lOVE,LOVE!
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Beeeeeijos; < ameeei teu blog!

Leticía Gomes disse...

aaaaaaah adorei tua versão lury.
e o ciume dela é de dar risos.

um beijo.

Gabi Rodrigues ~* disse...

Lury,a Ingrid do Encanto Cinderela foi plagiada, vamos dar uma força pra nossa amiga blogueira mandando nossa mensagem no blog porcaria da plagiadora?

http://diuliaraujo.blogspot.com/2010/07/palavras-jogadas-fora.html#comments

Deixe seu aviso, lembre-se que poderia ser com vc.
bjo;**

Léo Santos disse...

Linda a fábula! Gostei mais da tua versão tá... Pela contemporaneidade!

Um abraço!

Rodolpho Padovani disse...

Ah, ficou muito legal sua versão, gostei muito...

bjs =)

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