De mãos atadas

segunda-feira, 3 de maio de 2010


É assim que me sinto, e como todos devem se sentir ao ver o desatre da plataforma de petróleo Deepwater Horizon, no Golfo do México. Barack Obama deve está se sentindo assim agora, depois de um mês de ter ter dado aval para a expansão de projetos de exploração em alto mar, com a justificativa de que as plataformas hoje estariam seguras e não causariam vazamentos.
“As empresas de petróleo dizem que já existem as mais variadas tecnologias para a contenção de vazamentos de petróleo, mas, como foi visto, na prática, isso não é bem verdade. O impacto que um vazamento de óleo pode trazer é gigantesco e não há uma forma justa de reparar o dano”, diz Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace.
Agora litros e litros de óleo continuam vazando da plataforma que agora se encontra no fundo do mar, causando um mal incontável para a biodiversidade da região, que ficará com sinas dessa "mancha negra" em sua história durante anos, e o acidente já é algo histórico estimativas oficiais são de que o volume de óleo derramado já ultrapassa os de grandes acidentes como o da Exxon Valdez, em 1989, no Alasca e o de Santa Bárbara, Calif, em 1969."Ainda hoje, apesar da alta tecnologia para a exploração de gás e óleo já desenvolvida no mundo, são poucas as medidas eficientes para evitar o impacto ambiental de vazamentos de petróleo no mar. A região que foi afetada pelo Exxon Valdez, por exemplo, ainda não se recuperou totalmente dos impactos, mesmo depois de 21 anos do ocorrido”, diz Leandra.
Este acidente já está fora do controle das autoridades, como disse Mark Floegel, Diretor de Pesquisa do Greenpeace. " Tudo está fora do controle. Não podemos remediar este acidente, apenas evitar que outros ocorram.”
Para isso é preciso se empenhar para a implantação de de uma matriz energética limpa e renovável, precisamos visar o futuro, fazer com que as tecnologias não destruam e sim ajudem o nosso planeta.
“Espécies como o atum azul e as tartarugas marinhas, ameaçadas de extinção, estão sendo submetidas a um nível de contaminação inestimável. Que tecnologia é capaz de reparar este impacto?” Questiona Leandra.
De que adianta ter a melhor tecnologia do planeta, sem um planeta?

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