Eu odeio dia dos namorados.

sexta-feira, 12 de junho de 2009


É, estaria mentindo se dizesse que esse odio é ocasionado pela minha raiva de ser um dia completamente comercial, que como natal, páscoa, e etc foi banalizado por esta sociedade capitalista que vivemos, ah essa conversa marxista não convence cara! O papo é que você só vai gostar desse dia se tiver alguém pra está do lado, alguém que te dê presente ou apenas que se importe de te dá um beijo e dizer que te ama, que não é o meu caso.
Desde que comecei minhas relações amorosas, sempre tive o motivo de odiar este dia, porque sempre que o dito cujo chegava eu estava só, sozinha.
Tudo começa de sonhos, de uma pré-adolescente meio bobinha, em meio a minha inocência, carência e romantismo descobri o meu primeiro amor. E sempre o amor é uma faca de dois gumes, se sofre ou se é feliz, eu ainda acreditava no pra sempre, perder ele seria a pior coisa do mundo, então sofri. A primeira decepção amorosa, a dor de sentir-se traida é tão impactante que acho que fica gravado no subconciente que os homens não prestam, talvez seja apenas uma desculpa, mas não encontro outro motivo para minhas ações depois disso.
Comecei a não me importar tanto com o sentimento alheio, mas mesmo assim, em meio a essas desconfianças do coração, descobri o amor de verdade, o amar e ser amado, provei que o amor pode está do seu lado, só foi eu querer abrir meus olhos e ver. Mas a distância é uma inimiga impiedosa, sinto que se ele morasse na mesma cidade que eu não teria acabado tão cedo. Mas não tiro a minha culpa disso, da minha empolgação, do meu subconciente que deixou aquele menininha romântica morrer e ficar no lugar essa garota que não se importa com mais nada se ela tá curtindo, se há festas por ai.
E a incosequência é amiga da empolgação, de olhos vendados fiz coisas que me envergonho, que não faria nunca mais. E assim fui levada a solidão, a dor, arrependimento,
perdi oportunidades de namorados incríveis, chorei por meses, desejei por meses, mas quando me vi longe do meu cárcere, a única coisa que pensei foi curtir, mas meio que sem querer e não querendo das duas partes a paixão me pegou, ele disse " Eu nunca vou namorar contigo", mas a gente não manda no coração, mesmo machucado resentido, era meu o seu coração. E eu posso dizer nunca existiu namorado mais perfeito, nunca amei do jeito que o amei, meu grande amor, o único que realmente me imaginei casando e envelhecendo juntinho.
E eu venho de novo querendo botar a culpa no meu subconciente, se ele não tivesse me feito de besta uma vez, a gente estaria até hoje, será? Ele errou uma vez e eu que errei tantas, eu que pisei muitas vezes no coração que era meu, eu que o deixei partir.
Deveria sentir raiva de mim, não do dia.
O que eu seria se nunca tivesse sofrido "a" decepção amorosa, se meu primeiro namoro tivesse acabado com o tempo e não com a dor? Talvez tenha servido para me fazer deixar de ser boba e minhas outras relaçãos serviram pra me mostrar que existem garotos perfeitos, só falta eu aprender a valorizá-los.


2 novidades:

Mah disse...

ahh meninaa... acho que qnd a gnt mais vive mais a gnt aprende. acho que qnd a gnt cai, temos a chance de nos reerguer melhor e mais forte, sempre.

JustOnce disse...

Não é e nem será a única a ter raiva de certas datas comemorativas.

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